terça-feira, 9 de agosto de 2011

Perseverança (primeira parte)

  Sentar-se sobre o banquinho, ajeitar os livros abaixo dos pés; abrir o piano, descobrindo as teclas; abrir o caderno de partituras, colocá-lo no suporte. Toda esta meticulosa arrumação para apoiar os longos dedos magros sobre as teclas frias: e só. Nenhum som. Nenhuma vontade. "Nenhum erro", pensava.
  Até que, diante do silêncio, aparecia a mãe: "Mas porque não tocas? Tens que praticar!" e não obtinha resposta... "Toca!", gritava. Num sobressalto, a criança começou a tocar.
  Os acordes soavam bem, a melodia fluía, até que... "pléinnn". Uma nota errada acabava com a magia. E quem tocava voltava a pousar os dedos nas teclas, ficar inérte.
  "Que houve? Volta a tocar! Foi apenas um deslize, continue! Eu desisto... Apenas espere o Davide..."e bateu a porta às suas costas. A criança encolheu-se sobre o banquinho, abraçando os joelhos nús. Chorava.
  Ao ouvir a voz do professor que cumprimentava a mãe, susto. Pisando nas teclas, se empoleirando na tampa do piano-de-armário. Esperou por alguns segundos o som da maçaneta girando, enquanto ouvia o eco do lamento das teclas a pouco pisadas.
  "Konstantine?" chamou a voz grave e doce do professor. Olhava envolta, como se não tivesse visto a figurinha com os longos cabelos vermelhos despenteados encolhida em cima do piano. "Bom, parece que ela não está aqui..." e começou a tocar. Era como se ele e o piano fossem uma coisa só.

(não terminei de digitar, depois posto o resto.)

domingo, 26 de junho de 2011

Rio vai, rio vem.

Tanto sol, tanta gente, a brisa fria... Mas o tempo sempre passa tão depressa quando se está feliz. Encostada no teu peito, inspirando profundamente, apenas por sentir mais de seu cheiro, ouvindo-te comentar que sentes meu coração bater. Forte e rápido, acelerado como o de um ratinho assustado. Eu sei, eu sei... Minha única desculpa é que não posso controlá-lo. A verdade é que não posso controlar-me perto de você. E é confuso como, agora, sinto tamanho vazio dentro do peito ao lembrar-me  desses detalhes. Queria poder acariciar a sua nuca e ver-te arrepiar, agora. Agora que sinto-me oca e só. Seu aroma me encheria o peito de felicidade, seus dedos pintariam-me um sorriso no rosto. E meu coração se apressaria, passaria sem pedir licença, tomaria conta de mim. Queria ter você aqui. Queria essa confusão gostosa dentro do peito agora, preenchendo o vácuo que se formou dentro de mim.

sábado, 11 de junho de 2011

Post de apresentação? Que nada.

To com o foda-se ligado mesmo. Não ligo pra quem vai ler, não ligo se ninguém vai ler, não sei se vou conseguir manter a minha promessa a mim mesma de postar pelo menos uma vez por semana... Não sei e não ligo.

Isso é um arquivo de pensamentos, ideias, sentimentos, aquilo que for. Isso é pra mim. Se alguém se interessar o suficiente pra vir até aqui e ler, bom. Se não, to pouco ligando. É só uma válvula de escape, nada mais.